Depoimento · Empresários

Não é sobre o relógio, é sobre o que ele causou na minha cabeça

Inebergue

Comerciante

Inebergue: Não é sobre o relógio, é sobre o que ele causou na minha cabeça
Antes

Tinha objetivos do tamanho de quem ele já era, e por isso alcançáveis sem precisar mudar

Depois

Multiplicou o objetivo por dez e entendeu que a meta nova exige uma versão nova dele, não um plano melhor

Quem é Inebergue

Inebergue tem 50 anos e é comerciante. O depoimento foi gravado durante os oito dias do Practitioner em PNL.

É o depoimento mais curto que já publiquei aqui, e um dos que mais rende. Porque no meio dele existe uma cena de trinta segundos que explica, melhor do que qualquer aula, por que meta grande não se resolve com plano melhor.

A cena do relógio

Deixo ele contar:

Eu saí para uma dinâmica e o Júlio deu um relógio para mim, que era o dele.

E logo em seguida ele mesmo desmonta a leitura óbvia, que é o que torna esse relato valioso:

Como não é sobre o relógio, mas o que o relógio causou na minha cabeça.

Ele entendeu na hora que o objeto não era o ponto. Não voltou para casa pensando em relógio, marca ou preço. Voltou pensando no que aquilo mexeu.

O que aquilo mexeu foi isto:

Ele fez eu multiplicar os meus objetivos por dez vezes.

E aí vem a frase que sustenta o depoimento inteiro:

Para eu conseguir aquele objetivo, eu tenho que ser um Inebergue muito melhor. Senão eu não consigo o objetivo que eu quero.

Por que essa frase é diferente de tudo que se fala sobre meta

A conversa comum sobre metas ambiciosas para no plano. Quer dez vezes mais? Então precisa de mais esforço, mais equipe, mais capital, mais horas.

Inebergue chegou em outro lugar, e o lugar dele é o correto.

Um objetivo dez vezes maior não é o mesmo objetivo com número diferente. Ele é um objetivo que a sua versão atual não alcança, por definição. Se alcançasse, você já teria alcançado.

Isso muda completamente o que precisa ser trabalhado:

  • A meta antiga cabia em quem você já é. Por isso ela parecia razoável, e por isso ela não exigia nada de novo.
  • A meta multiplicada não cabe. Ela exige outra forma de decidir, outra tolerância a risco, outra qualidade de relação, outro padrão de execução.
  • E como ela não cabe, a única saída é crescer até caber. Não existe atalho que dispense isso.

Por isso ele diz que o relógio foi só uma ponte. A ponte não era para o objeto. Era para a pergunta que vem depois de qualquer meta séria: quem eu preciso me tornar para isso ser possível?

A conta que ele faz sobre o tempo

Tem um trecho que passa rápido e é o mais duro do depoimento:

Esses dez vezes que eu quero fazer em dois anos: se eu tivesse feito há trinta anos atrás, esse resultado que eu quero para o futuro seria hoje. E eu conseguiria traçar um novo objetivo para a frente.

Ele não está se lamentando. Está fazendo uma conta.

E a conta tem um segundo lado que ele não chega a dizer, mas que é o único uso realmente útil dela: a mesma lógica vale olhando para a frente.

Se aos 50 ele olha para trás e vê trinta anos, aos 60 ele vai olhar para hoje do mesmo jeito. A pergunta que a conta produz não é "por que não fiz antes". É "o que eu não quero estar dizendo daqui a dez anos".

Arrependimento por trás é inútil. A mesma informação, virada para a frente, é a coisa mais útil que existe.

O resto do que ele traz

Duas outras coisas aparecem, e as duas são honestas.

A primeira é sobre onde a formação vale.

A diferença grande vai vir daqui para fora. Os oito dias aqui vão ser muito importantes, mas a mudança maior vai ser o dia que eu sair daqui e começar a colocar em prática.

Ele está dentro da sala dizendo que o valor não está na sala. Isso é raro, e é exatamente o que eu digo em todo encerramento. O treinamento não é o resultado. É a condição para o resultado, que acontece depois, na semana comum.

A segunda é sobre resolver conflito.

Entender que é uma coisa tão simples, que é só conversar entre as partes e ajustar, e é uma nova fase do jogo.

Para um comerciante de cinquenta anos, essa frase carrega mais do que parece. A maior parte dos problemas que travam um negócio não é técnica. É gente que parou de conversar e passou a operar por suposição sobre o que o outro lado quer.

O que parece simples demais para funcionar é justamente o que quase ninguém faz.

O que fica

O depoimento inteiro cabe numa pergunta, e ela serve para qualquer pessoa que tenha uma meta parada há tempo demais:

Se o seu objetivo é alcançável pela pessoa que você é hoje, ele provavelmente é pequeno demais. E se ele não é, a pergunta não é o que fazer. É quem se tornar.

Transcrição do vídeoNa íntegra, nas palavras de Inebergue. 354 palavras.

Meu nome é Inebergue, 50 anos, e comerciante.

É uma nova reprogramação, é uma nova modelagem, uma maneira nova de enxergar tanto os problemas que eu tinha antes, e ganhar novas ferramentas. Parece que você ganha um monte de ferramenta que você não tinha e vai começar a usar.

E acho que é só o começo, porque eu acho que a diferença grande vai vir daqui para fora. Eu acho que os oito dias aqui no Practitioner vão ser muito importantes, mas a mudança maior vai ser o dia que eu sair daqui e começar a colocar em prática tudo que a gente viu aqui.

É conversar entre as partes. Entender que é uma coisa tão simples, que é só conversar entre as partes e ajustar, e é uma nova fase do jogo.

E um aprendizado grande que eu tive ontem também: eu saí para uma dinâmica e o Júlio deu um relógio para mim, que era o dele. E como não é sobre o relógio, mas o que o relógio causou na minha cabeça, ele fez eu multiplicar os meus objetivos por dez vezes e entender que, para eu conseguir aquele objetivo, eu tenho que ser um Inebergue muito melhor. Senão eu não consigo o objetivo que eu quero.

Então parece que o relógio foi só uma ponte. Mas entender que eu tenho que ser muito melhor para o resultado que eu quero, sem dúvida.

Eu acho que assim, esses dez anos que eu estou querendo agora, esses dez vezes que eu quero fazer em dois anos, eu estaria chegando aqui com esse resultado. Se eu tivesse feito há trinta anos atrás, esse resultado que eu quero para o futuro seria hoje. E eu conseguiria traçar um novo objetivo para a frente.

Eu acho que o Júlio é um cara super verdadeiro. Acho que a Mirian também é uma pessoa super do bem. Eu acho que outra coisa muito importante: a equipe é fantástica, e eu acho que esse ambiente é muito bom. Eu acho que de alguma maneira o Júlio conseguiu selecionar pessoas muito boas para fazer parte desse grupo, desse ecossistema.

Sobre o que Inebergue viveu

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