Compartilhar
Depoimento · Empresários

Ainda estou devagar. Mas sei que preciso acelerar.

Néia Barreto

Contadora

Néia Barreto: Ainda estou devagar. Mas sei que preciso acelerar.
Antes

Chegou com uma lista de coisas em si mesma que a incomodavam e que ela não sabia por onde mexer

Depois

Saiu tranquila com o que já mudou e consciente do ritmo que ainda precisa ganhar

Quem é Néia

Néia Barreto é contadora e trabalha com o marido numa empresa de móveis estofados. O depoimento foi gravado no encerramento de um encontro de dois dias do Impactus Club.

Ela faz nesses dois minutos uma coisa que quase ninguém faz em depoimento.

As duas coisas ao mesmo tempo

Eu sinto muita felicidade por ter percebido o quanto eu construí, o quanto eu mudei, e por ter percebido o caminho que eu tenho a percorrer.

Leia de novo, porque tem duas percepções ali, e elas costumam ser inimigas.

  • Enxergar o quanto avançou normalmente vem acompanhado de acomodação, aquele "já fiz bastante".
  • Enxergar o quanto falta normalmente vem acompanhado de desânimo, aquele "não saí do lugar".

A maioria das pessoas só consegue segurar uma das duas por vez. Ou celebra e para, ou cobra e se desanima.

Néia segura as duas na mesma frase, e ainda chama isso de felicidade. Isso não é otimismo. É maturidade de leitura, e é raro.

A frase mais honesta do depoimento

Eu ainda estou devagar, mas eu sei que preciso acelerar.

Ela está dizendo, num vídeo de depoimento, que ainda não chegou.

Pense em quantos depoimentos você já viu que terminam assim. Praticamente nenhum, porque a expectativa do formato é a virada completa, o antes e depois, a vida resolvida.

O que ela entrega é melhor, e é mais útil para quem assiste, porque é o estágio real em que quase todo mundo está: já mudou coisa importante, ainda não está no ritmo que quer.

E repare que ela não usa isso como desculpa. A frase seguinte é "eu tenho que acelerar, e eu sei que vou conseguir". Reconhecer o ritmo atual não é resignação quando vem grudado numa decisão.

O incômodo que abriu tudo

Tem um trecho que ela conta com algum constrangimento, e que é o começo da história:

No começo, quando eu conheci ele, para mim foi tão impactante. Eu tinha muitas coisas a mudar em mim, coisas que me incomodavam.

Esse incômodo é o material de trabalho. Não é efeito colateral do processo, é o que torna o processo possível.

Quem chega confortável não muda nada, porque não há motivo. O desconforto de ver em si o que não gosta é desagradável e é exatamente o ponto de partida.

Por isso a palavra que ela usa para descrever hoje tem tanto peso:

Hoje eu saio daqui com uma tranquilidade.

Ela saiu do incômodo para a tranquilidade sem passar pela euforia. É um percurso menos vistoso e bem mais sólido.

"Se muita gente conseguiu, por que eu não vou conseguir?"

Essa pergunta parece motivacional e não é. Ela descreve um mecanismo real.

O que a gente julga possível não é uma avaliação técnica das próprias capacidades. É uma comparação com quem está por perto. Uma meta parece fora de alcance enquanto ninguém do seu convívio a alcançou, e vira apenas difícil quando alguém do lado chega lá.

Outra participante do mesmo encontro chegou a essa mesma conclusão por outro caminho, falando de conviver com pessoas em níveis que ela ainda não alcançou.

Néia está descrevendo o efeito de dentro: ela olhou em volta, viu gente que conseguiu, e a própria meta encolheu de tamanho.

O que ela leva

Ela mesma fecha com a lista, e não tem nada de místico nela:

Se eu persistir, se eu desejar, se eu tiver coragem e não deixar o medo me dominar, eu vou conseguir.

Quatro condições, todas dependentes dela. Nenhuma depende de sorte, de momento certo ou de outra pessoa.

É por isso que esse depoimento, apesar de ser o mais modesto dos que publiquei desse encontro, talvez seja o mais fiel ao que o processo realmente entrega: não a chegada, mas a clareza sobre o próprio ritmo e sobre o que fazer com ele.

Transcrição do vídeoNa íntegra, nas palavras de Néia. 230 palavras.

Eu sou a Néia e sou da área de contabilidade. Trabalho hoje com meu marido numa empresa de móveis estofados.

Como eu havia dito antes, o sentimento é de felicidade. Eu sinto muita felicidade por ter percebido o quanto eu construí, o quanto eu mudei, e por ter percebido o caminho que eu tenho a percorrer. E pela oportunidade que eu me dei de estar nesse clube, com o Júlio e a Mirian.

O Júlio Pereira é até emocionante de falar, porque é direção, é acolhimento, é impacto. Quando o Júlio fala, você fica impactado com aquela explicação, com aquela direção.

E eu até travo, porque no começo, quando eu conheci ele, para mim foi tão impactante. Eu tinha muitas coisas a mudar em mim, coisas que me incomodavam.

Então eu percebi que hoje eu saio daqui com uma tranquilidade, porque no percorrer desses cursos mudou tanta coisa em mim, que o que eu sinto é gratidão. Eu sinto muita gratidão por ele ter me ensinado a acelerar.

Eu ainda estou devagar, mas eu sei que preciso acelerar. Eu tenho que acelerar, e eu sei que eu vou conseguir. Porque se muita gente conseguiu, por que eu não vou conseguir?

Então hoje eu acredito, eu tenho essa clareza de que, se eu persistir, se eu desejar, se eu tiver coragem e não deixar o medo me dominar, eu vou conseguir.

Sobre o que Néia viveu

Artigos que aprofundam o tema deste depoimento.

Jornada PUVE

A história dele começou com uma decisão.

A Jornada PUVE é uma sequência de treinamentos presenciais para você se tornar a versão de si mesmo que o seu propósito exige. Vagas limitadas, turmas exclusivas e acompanhamento individual. Desde 1998 formando líderes.

Quero fazer a Jornada →
Newsletter

Receba 1 ideia provocadora por semana.

Conteúdo direto, sem enrolação. Para líderes que querem evoluir como pessoas. Cancele quando quiser.

Outras histórias parecidas