Depoimento · Carreira

Eu tenho os meus medos, mas não deixo que me tirem do meu centro

Patrícia Dias

Educadora de sono infantil

Patrícia Dias: Eu tenho os meus medos, mas não deixo que me tirem do meu centro
Antes

Deixava as emoções a tirarem do centro e duvidava da própria capacidade

Depois

Usa com as clientes para tirar a culpa dos pais e destravar novos hábitos de sono

Quem é Patrícia

Patrícia Dias é educadora de sono infantil. O primeiro contato dela com a PNL foi em 2014, e desde então ela usa em três frentes: nela, na família e nas clientes.

É esse terceiro uso que faz o depoimento dela ser diferente dos outros aqui.

O que estava acontecendo

Patrícia não descreve uma crise. Descreve o que mudou no primeiro curso:

Eu aprendi a ser uma pessoa mais segura, a lidar melhor com as emoções, a saber que essas emoções existem e por que elas aparecem naquele momento.

E o ganho que ela cita em seguida é sobre autoconfiança, não sobre técnica:

Mas que eu consigo acreditar mais em mim, no meu potencial, na minha capacidade, e seguir em frente sem medo de errar.

A virada

A frase que dá título a esta página tem uma honestidade que vale destacar, porque ela não promete o fim do medo:

Eu tenho as minhas preocupações, os meus medos, mas eu não deixo que aquilo interfira no meu estado interno, ou que de alguma maneira me tire do meu centro.

O medo continua lá. O que mudou foi quem manda.

Eu consigo me reprogramar e voltar, ou atingir, aquele estado interno que eu desejo.

Onde ela aplica

Com as clientes. Aqui está o miolo do depoimento, e é um mecanismo bem específico. O trabalho de Patrícia é sono infantil, e o obstáculo que ela encontra não é a criança. É a culpa do pai.

Porque o pai está sempre achando que fez alguma coisa errada.

O que ela faz com isso:

Mostrar para ele que ele fez o melhor que pôde naquele momento, que está tudo bem, que não precisa se sentir culpado. Eu acabo encorajando, faço com que eles acreditem neles e que a mudança é possível. E assim eles conseguem construir novos hábitos de sono.

Repare na ordem. O hábito de sono da criança não muda porque o pai recebeu uma técnica melhor. Muda porque o pai parou de se sentir culpado tempo suficiente para conseguir executar.

Com os filhos. Patrícia tem duas crianças em casa, e cita a ferramenta pelo nome:

Quando eles entram em alguma discussão, eu consigo usar o rapport e fazer com que as crianças consigam se reconectar com a gente.

Com o próprio trabalho. O depoimento é de maio de 2020, e ela fala de um período em que precisou improvisar:

Estou conseguindo colocar em ação várias coisas que eu só pensava. Esse momento caiu como uma luva.

Transcrição do vídeoNa íntegra, nas palavras de Patrícia. 517 palavras.

Eu sou Patrícia Dias. A primeira vez que eu tive um contato direto com a PNL foi em 2014. E é o que eu venho aprendendo e usando na minha vida, na vida da minha família, dos meus amigos e das minhas clientes. Eu sou uma grande admiradora, tanto no lado pessoal como no lado profissional.

Eu consigo encarar as coisas de uma maneira mais positiva. Eu tenho as minhas preocupações, os meus medos, mas eu não deixo que aquilo interfira no meu estado interno, ou que de alguma maneira me tire do meu centro. Eu consigo me reprogramar e voltar, ou atingir, aquele estado interno que eu desejo.

No meu primeiro curso eu aprendi a ser uma pessoa mais segura, a lidar melhor com as emoções, a saber que essas emoções existem e por que elas aparecem naquele momento. Mas que eu consigo acreditar mais em mim, no meu potencial, na minha capacidade, e seguir em frente sem medo de errar.

Eu trabalho com sono das crianças, então uso essa área para poder auxiliar os pais. Eu consigo abrir novos filtros para eles, para conseguirem enxergar aquilo que estava incomodando de uma outra forma. Eles conseguem se motivar, conseguem se focar, e sem se sentir culpados. Porque o pai está sempre achando que fez alguma coisa errada. E aí, mostrar para ele que ele fez o melhor que pôde naquele momento, que está tudo bem, que não precisa se sentir culpado. Eu acabo encorajando, faço com que eles acreditem neles e que a mudança é possível. E assim eles conseguem construir novos hábitos de sono, por exemplo.

Eu acho que a PNL ajuda a aproximar as pessoas, pois a forma de comunicação acaba fluindo de uma maneira diferente, muito mais harmoniosa. Tem me ajudado muito nesse momento, porque eu tenho dois filhos em casa, são duas crianças, e quando eles entram em alguma discussão, eu consigo usar o rapport e fazer com que as crianças consigam se reconectar com a gente.

E eu acho que a gente está passando por um momento em que os familiares às vezes têm muito medo, e tem a distância. Eu consigo passar isso de uma maneira positiva para eles, consigo enxergar as coisas de outra maneira e não ficar só reclamando de tudo que está acontecendo de ruim, ou do que vai acontecer de ruim lá na frente. É pensar positivo e mostrar que a gente pode tirar aprendizado de tudo isso que a gente está vivendo hoje. O que a gente sofre agora, no presente, a gente pode usar para o futuro também.

Então consegui encarar tudo de uma maneira mais positiva, enxergar com novos olhos, novos significados, e viver de uma forma mais leve, para que a gente passe por esse período de uma forma mais leve.

E do meu lado profissional, eu estou conseguindo colocar em ação várias coisas que eu só pensava. Esse momento caiu como uma luva, então está sendo muito bom para ver como é importante essa flexibilidade e poder agir, ter pensamento rápido para agir em prol de tudo isso que está acontecendo.

Sobre o que Patrícia viveu

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