Depoimento · Autoconhecimento

Eu posso o que eu quero

Ana Paula

Dentista

Ana Paula: Eu posso o que eu quero
Antes

Sonhava, mas tratava parte dos próprios sonhos como distantes demais para ela

Depois

Saiu escolhendo caminho com critério, em vez de escolher à toa, e com outro estado de autoconfiança

Quem é Ana Paula

Ana Paula tem 51 anos e é dentista.

Ela se apresenta de um jeito que quase ninguém se apresenta. Diz o nome, a idade, a profissão, e emenda: muitas crenças limitantes. Como se fosse mais um dado de identificação, no mesmo tom dos outros três.

Esse depoimento é curto e foi gravado cedo, no primeiro dia do segundo módulo do Practitioner. Ela faz questão de dizer isso, e eu faço questão de manter. Não é o relato de quem terminou. É o de quem está no meio.

O que estava acontecendo

A frase que ela usa para descrever o antes tem uma sutileza que vale reler:

Em alguns momentos não se permitia sonhar. Sonhava, mas achava que algumas coisas estavam muito distantes.

Repare que ela se corrige no meio da frase. Começa dizendo que não se permitia sonhar e imediatamente ajusta: sonhava, sim. O problema não era a ausência do sonho.

Era a etiqueta que ela colava nele. Distante demais. Para outra pessoa, não para mim.

Esse é um mecanismo silencioso e muito comum em gente que já construiu bastante:

  • O sonho não é abandonado, então a pessoa não percebe que desistiu.
  • Ele é apenas adiado indefinidamente, arquivado numa categoria de coisas que existem, mas não para ela.
  • E como ninguém desiste explicitamente, nunca aparece um momento de decisão para ser revisto.

Não é falta de ambição. É uma ambição com o freio de mão puxado.

A virada

Ana Paula descreve a diferença em duas partes, e a segunda é mais importante que a primeira.

A primeira é o que se esperaria:

Hoje eu vejo que é possível, que nada é impossível.

A segunda é a que tem consequência prática:

Uma Ana Paula muito mais segura, sabendo qual caminho quer fazer, não escolhendo um caminho à toa.

Não escolher à toa é uma frase pequena que descreve uma mudança grande.

Quem trata os próprios sonhos como distantes demais acaba escolhendo por eliminação: pega o que aparece, o que é possível, o que dá menos trabalho de justificar. A escolha existe, mas o critério é a viabilidade, nunca o desejo.

Quando o desejo volta para a mesa, o critério muda. E ela resume isso com quatro palavras que valem mais que qualquer explicação minha:

Eu posso o que eu quero.

O momento que ela escolheu contar

Perguntada sobre o insight, Ana Paula não cita uma técnica. Cita uma conversa do lado de fora da sala.

Foi na dinâmica do sonho, que nós estávamos conversando ali fora com os amigos, nas trocas.

E aí vem o detalhe honesto, que ela poderia ter omitido e não omitiu:

Apesar da orientação ter sido não invadir o sonho do outro, acabou virando uma conversa entre quatro pessoas, que foi muito mais rica, e um colaborou com o outro.

Ela está dizendo que o grupo extrapolou a instrução. A regra existe por um bom motivo, que é proteger o sonho de cada um da opinião alheia. Quatro adultos, no intervalo, decidiram entre si abrir a conversa.

E funcionou, pelo que ela conta, porque ninguém entrou para corrigir o sonho do outro. Entraram para colaborar.

Guardo isso como o registro dela, e não como recomendação. A diferença entre invadir e colaborar não está no formato da conversa. Está na intenção de quem fala. Em quatro pessoas que já se conheciam e escolheram aquilo juntas, deu certo. Não é uma regra que se generaliza.

Onde ela está hoje

Aqui é onde o depoimento ganha credibilidade, justamente por ser modesto no prazo:

Ainda estamos no primeiro dia do segundo módulo, mas meu estado interno de autoconfiança, de querer avançar, expandir, é muito diferente do que era ontem quando eu cheguei aqui à noite.

Ela não diz que a vida mudou. Diz que o estado interno mudou, e delimita com precisão o intervalo: de ontem à noite para hoje.

Essa distinção é a mais importante do depoimento inteiro. Estado interno muda rápido. Vida muda devagar. Confundir as duas coisas é o que produz frustração três semanas depois.

O que ela descreve é o gatilho, e o gatilho é real. O resto vem do que ela vai fazer com ele nos próximos meses.

O recado dela

Qualquer pessoa que queira evoluir, que não queira ficar dentro de uma bolha de conforto que não se permite às vezes você se desenvolver, merece estar aqui.

A frase sai um pouco embolada, como sai frase de gente falando de verdade. Mas a ideia é clara, e é a mesma que ela viveu: a bolha de conforto não é onde você fica parado. É onde você se acostuma a não se permitir.

Transcrição do vídeoNa íntegra, nas palavras de Ana. 226 palavras.

Ana Paula, 51 anos, dentista, muitas crenças limitantes.

A Ana Paula que tinha muitas crenças limitantes e que em alguns momentos não se permitia sonhar. Sonhava, mas achava que algumas coisas estavam muito distantes. E hoje eu vejo que é possível, que nada é impossível.

Uma Ana Paula muito mais segura, sabendo qual caminho quer fazer, não escolhendo um caminho à toa. Eu posso o que eu quero.

Foi na dinâmica do sonho, que nós estávamos conversando ali fora com os amigos, nas trocas. E apesar da orientação ter sido não invadir o sonho do outro, acabou virando uma conversa entre quatro pessoas, que foi muito mais rica, e um colaborou com o outro. Eu acho que foi um momento importante. Tiveram vários momentos, ainda estão tendo.

Você merece. É transformador.

Ainda estamos no primeiro dia do segundo módulo, mas meu estado interno de autoconfiança, de querer avançar, expandir, é muito diferente do que era ontem quando eu cheguei aqui à noite.

Então qualquer pessoa que queira evoluir, que não queira ficar dentro de uma bolha de conforto que não se permite às vezes você se desenvolver, merece estar aqui.

O Júlio é uma pessoa que estimula você a escolher o caminho que você quiser, e estimula você a sempre ser a sua melhor versão. Ele sabe conduzir você para sempre ser a sua melhor versão.

Sobre o que Ana viveu

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