Depoimento · Autoconhecimento

A anterior tinha dúvida se estava fazendo certo. Essa tem certeza.

Verônica

Médica pediatra neonatologista

Verônica: A anterior tinha dúvida se estava fazendo certo. Essa tem certeza.
Antes

Sabia que estava fazendo a coisa certa e mesmo assim travava com medo de julgamento

Depois

Aplicou o que aprendeu num atendimento com uma criança pequena e acalmou a criança e a família

Quem é Verônica

Verônica tem 46 anos e é médica pediatra neonatologista, que é a especialidade de quem cuida de recém-nascido.

Guarde esse detalhe antes de ler o resto, porque ele muda o peso de tudo o que vem a seguir. Neonatologia é uma das áreas da medicina com menor margem para hesitação. O paciente não fala, não descreve sintoma, não reclama do que dói. Quem decide, decide sozinho e decide rápido.

O que estava acontecendo

Verônica descreve a si mesma na terceira pessoa, e a frase que ela usa é rara pela precisão:

A Verônica antes era uma pessoa insegura. Ela era uma pessoa que tinha medo de se atirar. Sabia que estava fazendo a coisa certa, mas tinha medo de julgamento.

Leia a última parte de novo, porque ela é o contrário do que a gente imagina quando ouve a palavra insegurança.

Não era despreparo. Não era falta de conhecimento técnico, e nem dúvida sobre a conduta. Ela sabia que estava certa. O travamento vinha de outro lugar inteiramente: do que os outros iriam achar.

Esse é o tipo de insegurança mais difícil de enxergar, e por isso mesmo o mais comum entre profissionais competentes:

  • Ela não aparece nos resultados, porque a pessoa entrega mesmo assim.
  • Ela não aparece para os outros, porque de fora só se vê alguém aparentemente seguro.
  • Ela aparece no custo interno, no tempo perdido reconsiderando o que já estava decidido.

Verônica resume esse estado numa imagem simples: medo de se atirar. Saber o caminho e não pular.

A virada

A frase que ela usa para descrever a diferença é a melhor coisa do depoimento inteiro:

A anterior tinha dúvida se estava fazendo certo. Essa tem certeza que está fazendo certo.

Repare que o que mudou não foi a conduta médica. Foi a relação dela com a própria conduta.

E ela é honesta sobre o que a formação fez, sem inflar:

O Practitioner para mim só aprimorou e me mostrou as ferramentas que eu já tinha na mão.

Essa é uma descrição tecnicamente correta do que acontece num trabalho sério. Ninguém instalou competência nela. A competência já estava lá, construída em anos de medicina. O que faltava era acesso, e acesso é outra coisa.

Onde ela está hoje

O momento que Verônica escolhe para contar não é o mais espetacular. É o mais concreto, e é por isso que vale.

O maior insight que eu tive foi durante um atendimento em que eu botei em prática a hipnose, mas conversando, com uma criança de uma fase de entendimento um pouco limitante, por estar numa idade pré-escolar.

Quem já levou uma criança pequena assustada ao médico sabe exatamente o tamanho desse problema. Nessa idade, argumento não funciona. Explicar o procedimento não acalma. E uma criança em pânico inviabiliza o atendimento, por mais preparado que esteja o profissional.

O resultado que ela descreve tem três camadas, e a ordem importa:

Eu consegui desenvolver o meu trabalho, acalmando a família, acalmando a mãe e a própria criança também.

A mãe aparece antes da criança na frase dela, e isso não é acaso. Criança pequena lê o estado emocional do adulto que está junto muito antes de entender qualquer explicação. Uma mãe tensa mantém a criança tensa, faça o médico o que fizer.

O que Verônica descreve, na prática, é ter parado de atender só o paciente e passado a atender a sala inteira.

E ela nomeia o ganho na linguagem de quem trabalha com gente:

Isso ajuda muito, abre portas para um relacionamento melhor, para um atendimento melhor.

Duas coisas que ficam desse depoimento

A primeira é para quem se reconheceu na descrição dela. Existe muita gente competente travada exatamente ali: sabendo o que fazer e sem se autorizar a fazer, por causa do julgamento que ainda nem aconteceu. Esse tipo de trava não se resolve estudando mais, porque não é falta de conteúdo.

A segunda é sobre onde a técnica realmente é aplicada. Verônica não usou o que aprendeu num palco nem numa negociação difícil. Usou num consultório, com uma criança em idade pré-escolar e uma mãe apreensiva.

É sempre assim. O lugar onde uma formação prova o próprio valor quase nunca é o lugar impressionante. É a terça-feira comum, com a pessoa difícil na sua frente e nenhuma plateia por perto.

Transcrição do vídeoNa íntegra, nas palavras de Verônica. 357 palavras.

Meu nome é Verônica, eu tenho 46 anos, eu sou médica, eu sou pediatra neonatologista, que é especialista em recém-nascido.

A Verônica antes era uma pessoa insegura. Ela era uma pessoa que tinha medo de se atirar. Sabia que estava fazendo a coisa certa, mas tinha medo de julgamento.

A Verônica hoje é uma Verônica que olha para a frente, que tirou todas as crenças que limitavam. A anterior tinha dúvida se estava fazendo certo. Essa tem certeza que está fazendo certo.

E o Practitioner para mim só aprimorou e me mostrou as ferramentas que eu já tinha na mão, e que eu posso cada vez mais melhorar, para poder focar no meu objetivo.

O maior insight que eu tive foi durante um atendimento que eu fiz e que eu botei em prática a hipnose, mas conversando, com uma criança que é difícil, de uma fase assim de entendimento um pouco limitante, por estar numa idade pré-escolar. E eu consegui desenvolver o meu trabalho, acalmando a família, acalmando a mãe e a própria criança também.

Então eu acho que isso ajuda muito, abre portas para um relacionamento melhor, para um atendimento melhor. Então acho que só trouxe coisa boa na minha vida pessoal, profissional. Só crescimento.

Para quem está pensando no Practitioner, eu falaria que é transformador. Que é uma ferramenta transformadora, e que em nenhum outro lugar ele vai achar isso com tanto empenho, com tanta seriedade, com tanto acolhimento, com tanto cuidado de todos. E que se ele quiser crescer, desenvolver tanto pessoal quanto profissional, essa é a chave. Não tem outra. A chave está aqui.

O Júlio é uma pessoa como a gente. Ele é acolhedor, ele te entende, ele consegue te ler, ele consegue te ajudar naquilo que você realmente precisa. Ele enxerga você além da sua pessoa, e ele veio para ajudar, ele veio para transformar. E ele transforma a vida de todo mundo à sua volta.

E além do Júlio, a equipe toda é maravilhosa. Todos são excelentes. É acolhedor, é transformador.

Todo mundo tinha que fazer. Se quiser crescer e ter uma vida extraordinária, tem que estar aqui. É isso.

Sobre o que Verônica viveu

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