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Depoimento · Autoconhecimento

Não é o dia. São os dias.

Ângela Rosim Saad

Médica tricologista

Ângela Rosim Saad: Não é o dia. São os dias.
Depois

Chegou ao encontro com anos de preparo acumulado, e aponta esse acúmulo como a causa real do que viveu ali

Quem é Ângela

Ângela Rosim Saad é médica tricologista. A especialidade dela é queda de cabelo, de todos os tipos.

Ela gravou esse depoimento no encerramento de um encontro de dois dias do Impactus Club. E a primeira coisa que ela fez foi se recusar a responder a pergunta.

A pergunta que ela chamou de sacanagem

A pergunta era a de sempre: qual foi o melhor momento desses dois dias?

Eu acho que isso é uma pergunta sacanagem. Vou explicar por quê. Porque não é esses dois dias.

Esse é o depoimento mais incômodo que já publiquei aqui, e por isso o mais honesto.

Quem trabalha com formação vive de depoimento que diz o contrário. A pessoa entra, vive dois dias intensos, sai emocionada e atribui a virada ao evento. É bom para vender e é uma leitura ruim do que aconteceu.

Ângela desmonta isso com uma imagem de quem entende de crescimento:

A gente já vem numa trajetória trabalhando o terreno. Preparando o terreno, preparando esse solo para receber um plantio.

E lista o que veio antes: dias e dias, eventos, o M1, o Practitioner, todos os encontros. O encontro de dois dias não foi o começo. Foi a colheita de uma coisa plantada muito antes.

Por que isso importa mais do que parece

Essa é a explicação mais simples que existe para um fenômeno que confunde todo mundo: por que o mesmo evento transforma uma pessoa e passa em branco por outra.

Não é o conteúdo, que é idêntico para os dois. Não é o instrutor, que é o mesmo. É o solo.

  • Quem chega com o terreno preparado reconhece o que está sendo dito, conecta com o que já viveu e aplica na semana seguinte.
  • Quem chega direto do zero ouve as mesmas frases e leva embora um sentimento bom que dura poucos dias.

O conteúdo não mudou. Mudou a capacidade de recebê-lo.

Por isso a frase que virou o título deste depoimento é tecnicamente correta, e não modéstia:

Não é o dia, são os dias.

O que isso significa para quem está começando

Aqui entra a parte que eu preciso dizer com todas as letras, mesmo que ela funcione contra o marketing de qualquer formação, inclusive as minhas.

Se o seu primeiro evento render menos do que você esperava, isso provavelmente não é defeito seu nem do evento. É que você ainda está preparando o terreno. E terreno leva tempo.

Três consequências práticas disso:

  1. Não julgue o processo pelo primeiro contato. O primeiro é quase sempre o que menos rende, porque é o que abre o espaço para os outros.
  2. O intervalo entre um encontro e outro é onde o trabalho acontece. É lá que a semente pega ou não pega.
  3. Repetir não é redundância. Quem volta ao mesmo conteúdo depois de um ano encontra outra coisa, porque quem chegou é outro.

Escrevi sobre isso a partir de outra turma, e a conclusão foi a mesma: não é a experiência que muda, é quem entra nela.

E vale a conexão com o que sustenta qualquer resultado sério: a intensidade abre e a consistência atravessa. Os dois dias são a intensidade. Os anos de encontros são a consistência. Ângela está dizendo, com outras palavras, que sem a segunda a primeira não teria efeito nenhum.

Sobre o que ela fala de mim

Ângela dedica boa parte do depoimento a falar do meu trabalho, em termos generosos demais para eu reproduzir com comentário. Deixo as palavras dela na transcrição, inteiras, sem retoque.

Comento só a parte que não é elogio, e sim descrição de método:

A luz não é dele sozinha. Ele tem a luz, mas ele faz com que todo o brilho seja multiplicado nas pessoas com quem ele transforma.

É exatamente esse o objetivo do trabalho, e é o critério que eu uso para saber se ele está dando certo. Formação que cria dependência da figura de quem ensina falhou, por mais bonito que seja o depoimento. A que funciona é a que devolve a pessoa para ela mesma.

E tem uma última coisa dela que vale para além de qualquer formação:

Dá uma olhadinha no Instagram para conhecer. Mas isso não vai ser suficiente.

Nunca é. Nem sobre uma pessoa, nem sobre um método, nem sobre uma decisão importante da sua vida. Conteúdo mostra. Convivência prova.

Transcrição do vídeoNa íntegra, nas palavras de Ângela. 392 palavras.

Meu nome é Ângela Rosim Saad, sou médica tricologista e cuido de todo tipo de queda de cabelo.

Eu acho que isso é uma pergunta sacanagem. Vou explicar por quê. Porque não é esses dois dias de Impactus. A gente já vem numa trajetória trabalhando o terreno, sabe? Preparando o terreno, preparando esse solo para receber um plantio.

Então esses dois dias são incríveis? São. São muito incríveis. Mas não são esses dois dias. Entenda que, para chegar aqui, teve um preparo prévio de dias e dias, e de eventos, e de M1, de Practitioner, de todos os encontros que existem, que o Júlio promove. Então veja, não é esses dois dias.

Por isso que eu falei que era sacanagem. Porque não são esses dois dias, é a construção de uma história que você vem fazendo passo a passo para chegar nesses dois dias e falar: "Puxa, que legal!"

Porque de verdade é isso. É sempre impactante, é sempre impressionante, é sempre espetacular. Mas não é o dia, são os dias. E sempre o melhor é esse.

Agora, o Júlio Pereira. Se a pessoa não conhece, eu já recomendei para muita gente que não conhece: você deveria conhecer, e rápido, porque faz diferença na vida de muita gente.

E quem é o Júlio Pereira? É uma luz. É um ser que transforma a vida das pessoas por onde ele passa. A forma que ele planta em cada pessoa uma semente de despertar para a própria pessoa, ou para o entorno em que ela vive, é essa a pessoa do Júlio Pereira. É uma luz que vem para dividir e iluminar quem está perto. Então a luz não é dele sozinha. Ele tem a luz, mas ele faz com que todo o brilho seja multiplicado nas pessoas com quem ele transforma.

Quando eu digo para uma pessoa: se você não conhece, olha, você precisa fazer o Practitioner, você precisa fazer isso. Dá uma olhadinha no Instagram para você conhecer quem é. Mas isso não vai ser suficiente para você conhecer quem é o Júlio Pereira.

Quando você convive com o Júlio Pereira, você vai saber o que ele traz para você enquanto ser humano, enquanto profissional, e todas essas coisas técnicas. Eu não consigo nomear e falar que é uma coisa só. Não é possível. Ele é esse conjunto de coisas que transforma.

Sobre o que Ângela viveu

Artigos que aprofundam o tema deste depoimento.

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A história dele começou com uma decisão.

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