Vídeo“Uma hidratação da minha alma”
Milton Saad
Engenheiro civil
Juliana Stivaletti
Médica
Tinha repertório e rede concentrados na própria área desde a faculdade
Passou a buscar conhecimento e contatos fora da medicina, e aplica isso na vida pessoal e profissional
Juliana Stivaletti tem 50 anos e é médica.
A expressão que ela usa é a mais precisa de todo esse grupo de depoimentos, e é uma expressão que médico entende melhor do que ninguém.
Isso aqui para mim é furar outras bolhas.
Algumas profissões prendem mais que outras, e medicina é campeã nisso. O percurso explica:
São décadas em que quase todo contato profissional relevante é com gente da mesma formação. Isso cria competência técnica altíssima e um repertório estreito para tudo que não é técnica: gestão, preço, decisão, gente.
Ela nomeia isso direto:
É muito além do que eu aprendi na faculdade, do que eu faço todo dia na minha profissão.
Leia esse trecho devagar, porque ele tem uma vírgula importante:
Um conteúdo que eu nunca imaginei que fosse adquirir na minha vida pessoal e na minha vida profissional, com outros médicos.
Ela não está dizendo que aprendeu com médicos. Está dizendo que aprendeu coisas que vai aplicar, inclusive na relação com outros médicos.
É o inverso do que se imagina. Furar a bolha não serviu para ela sair da medicina. Serviu para ela operar melhor dentro dela, com ferramentas que a medicina não ensina.
Advocacia, engenharia, contabilidade, academia. Qualquer carreira que exija formação longa produz o mesmo efeito, e o sintoma é sempre parecido: você é excelente no seu ofício e se sente perdido em tudo que o cerca.
Outro participante descreveu o mesmo ganho pelo lado do ambiente, ao falar de conviver com pessoas em níveis que ainda não alcançou. Juliana descreve pelo lado da variedade: não é gente mais adiante, é gente diferente.
As duas coisas resolvem problemas distintos. Conviver com quem está na frente muda o que você acredita ser possível. Conviver com quem é de outra área muda o repertório de soluções que você considera.
A pergunta que esse depoimento devolve é curta e incômoda:
Quando foi a última vez que você aprendeu algo relevante com alguém de fora da sua área?
Se a resposta demorar, a bolha provavelmente está mais fechada do que parece.
Eu sou a Juliana Stivaletti, tenho 50 anos e sou médica.
Estar no Impactus Club é muito além do que eu aprendi na faculdade, do que eu faço todo dia na minha profissão. São conhecimentos novos, é um network diferente, e um conteúdo que eu nunca imaginei que fosse adquirir na minha vida pessoal e na minha vida profissional, com outros médicos.
Então isso aqui para mim é furar outras bolhas, é evoluir, é fazer network, é me emocionar, é estar em contato com um universo que é extraordinário e no qual eu quero cada vez mais continuar.
O Júlio Pereira é uma pessoa sensacional, extraordinária. Ele tem uma missão que é impactar a vida das pessoas, e tem muita conexão com o que eu acredito. Então desde o começo a gente se conectou muito.
E se eu tiver que falar para outra pessoa: se ela quer evoluir, se quer conhecer novos horizontes, se quer melhorar, se quer prosperar, ela tem que conhecer o Júlio Pereira e estar aqui nesse ecossistema, dentro dessa rede que é de crescimento, de evolução.
Artigos que aprofundam o tema deste depoimento.
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VídeoMilton Saad
Engenheiro civil
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