Depoimento · Relacionamentos

Minha vida mudou 70% quando eu fiz o M1, e os outros 30% quando meu marido fez

Ariane Rocha

Jornalista

Ariane Rocha: Minha vida mudou 70% quando eu fiz o M1, e os outros 30% quando meu marido fez
Antes

Perdeu o pai, viu o mundo desmoronar e sentia que as coisas tinham perdido o sentido

Depois

Levou o marido ao treinamento e diz que a relação mudou da água para o vinho

Quem é Ariane

Ariane Rocha é jornalista, casada e mãe de dois filhos.

A frase com que ela se apresenta já contém o problema:

Sempre achei que fosse uma pessoa muito bem resolvida, até começar a ser adulta de verdade.

O caminho dela até o treinamento é o mais improvável de todos. Ariane se desentendeu com a melhor amiga. Durante o ano em que ficaram sem se falar, viu que a amiga tinha feito o M1. Passou esse ano inteiro pesquisando, assistindo vídeos de quem tinha feito. Quando as duas voltaram a se falar, ela se inscreveu.

E chegou confiante:

Eu vim bem tranquila, eu achava que eu sabia o que ia acontecer, porque eu fiquei um ano assistindo vídeos.

O que estava acontecendo

Ariane perdeu o pai.

O dia que eu perdi meu pai, meu mundo desmoronou.

O que ela descreve depois não é exatamente tristeza. É perda de sentido, e ela é precisa ao dizer que ter uma vida boa não protegeu:

Por mais que eu tivesse a minha família, meu marido e meus filhos, parece que... a gente continua vivendo para quê? A gente vai viver, vai trabalhar, se a gente morre e tudo fica?

E o que ela veio buscar tinha nome, um nome bem específico:

Eu queria buscar a leveza da vida novamente.

A virada

Aqui vem um detalhe que quase nenhum depoimento tem coragem de contar. Depois de um ano de expectativa, a primeira noite a decepcionou.

Naquela primeira noite do M1, quando tudo vira de cabeça para baixo, eu fiquei tão decepcionada. Eu falei: meu Deus, cadê aquele Júlio?

É o oposto do arco que se espera de um depoimento. Ela não chegou cética e foi convencida. Ela chegou convencida e foi frustrada primeiro.

A ideia que ela leva do treinamento cabe em uma linha:

Nós somos responsáveis por aquilo que nós sentimos.

Os 30% que não dependiam dela

Esta é a parte mais interessante do que a Ariane conta, e é o que dá título a esta página.

A minha vida mudou 70% quando eu fiz o M1, e os outros 30% quando o meu marido fez.

Ela saiu do treinamento e inscreveu o marido. Ele disse que não ia. Foi contra a vontade.

Ele é um cara muito marrento, militar, que acha que ninguém pode fazer ele mudar de opinião. E ele realmente, tudo que eu estou falando, ele assina embaixo.

A nossa vida mudou completamente, da água para o vinho.

Vale ler essa conta devagar, porque ela diz uma coisa incômoda. Setenta por cento Ariane resolveu sozinha. Os trinta finais não estavam ao alcance dela. Não por falta de esforço, de técnica ou de vontade. Porque havia outra pessoa na equação, e ninguém muda a conta de dois sozinho.

É uma das declarações mais honestas que já ouvi sobre o limite do trabalho individual num casamento.

O que mudou, em três frentes

O casamento. O que existia antes tem nome, e é comum:

Havia muito essa coisa de competição: quem trabalhava mais, quem estava mais cansado. E um não entendia muito o outro.

Os filhos. A mudança aqui é de método, não de sentimento:

Eu não posso falar dessa forma com o meu filho, porque isso vai refletir lá na frente.

As outras pessoas. E esta é a que devolve a leveza que ela veio buscar:

Às vezes alguém te ofende, te magoa. Mas às vezes não é a intenção daquela pessoa. Talvez ela não estivesse num bom dia. E você absorve aquilo se você quiser. Então tudo depende da gente. E quando a gente passa a entender isso, a vida fica muito mais leve.

Ariane veio buscar leveza depois de perder o pai. Encontrou num lugar que ela não estava procurando: na decisão de não carregar o que os outros deixam pelo caminho.

Transcrição do vídeoNa íntegra, nas palavras de Ariane. 1018 palavras.

A minha vida mudou 70% quando eu fiz o M1, e os outros 30% quando o meu marido fez.

Olá, eu sou Ariane Rocha. Jornalista, casada, mãe de dois filhos. E sempre achei que fosse uma pessoa muito bem resolvida, até começar a ser adulta de verdade, você se deparar com as adversidades da vida e saber que a vida não é tão fácil assim.

Aí, o dia que eu perdi meu pai, meu mundo desmoronou. E as coisas começaram a ficar difíceis, porque a gente começa a achar que o mundo não é perfeito, então a gente não precisa ser perfeita.

E durante um ano eu fiquei investigando o M1, porque eu me desentendi com a minha melhor amiga, e nesse período eu vi que ela fez o M1. E eu ficava: ela fez, eu quero fazer também. E aí a gente voltou a se falar, e aí eu comecei a entender o que quer dizer o M1. Quer dizer, a gente só entende quando vem, né? Mas entendi o objetivo e vim fazer.

E obviamente a gente vem aqui e vê que é completamente diferente do que a gente imagina. Nada do que a gente imagina. Eu vim bem tranquila, eu achava que eu sabia o que ia acontecer, porque eu fiquei um ano assistindo vídeos. É muita gente que tinha feito, e eu falava: não, vai ser bem tranquilo, já sei como é que vai ser.

Eu queria buscar a leveza da vida novamente. Porque quando o mundo da gente desmorona, parece que as coisas perdem o sentido. Por mais que eu tivesse a minha família, meu marido e meus filhos, mas parece que... a gente continua vivendo para quê? A gente vai viver, vai trabalhar, se a gente morre e tudo fica? Então eu estava tentando buscar objetivos, voltar a ser feliz plenamente.

Eu acho que uma coisa que o Júlio sempre cita é o amar incondicionalmente. E é a forma como você encara os problemas, e que nós somos responsáveis por aquilo que nós sentimos.

A minha vida mudou 70% quando eu fiz o M1, e os outros 30% quando o meu marido fez. Porque eu saí daqui e já inscrevi ele, e ele falou que não vinha, e veio contra a vontade. E a nossa vida mudou completamente, da água para o vinho. Foi um divisor de águas.

E ele é um cara muito marrento, militar, que não acredita, não gosta das coisas, acha que ninguém pode fazer ele mudar de opinião. E ele realmente, tudo que eu estou falando, ele assina embaixo. O Momenttum foi um divisor de águas.

E cada vez que a gente vem aqui e consegue se doar, dar esse amor incondicional para pessoas que a gente não conhece, que a gente nunca viu, a gente revive tudo, e parece que a gente está fazendo novamente.

Eu acho que a primeira coisa foi no meu relacionamento, no meu casamento. Havia muito essa coisa de um pouco de competição, quem trabalhava mais, quem estava mais cansado, e um não entendia muito o outro. Então, depois que os dois fizeram, um passou a entender o outro, a compreender melhor o outro.

Depois, a relação com os filhos. É a forma de educar, de você entender e saber da importância de tudo aquilo que a gente vive na infância, que pode refletir lá na frente. A forma como você fala, tudo que você vive ali e que você transmite para os seus filhos. Então, nos treinamentos que a gente passa aqui, você passa a saber: eu não posso falar dessa forma com o meu filho, porque isso vai refletir lá na frente.

E a forma como você passa a conviver com as pessoas, a entender o próximo. E a forma como você entende quando as pessoas agem com você em determinadas situações, que nem sempre é aquilo que elas estão querendo fazer naquele momento. Às vezes alguém te ofende, te magoa, mas às vezes não é a intenção daquela pessoa. Talvez ela não estivesse num bom dia. E você absorve aquilo se você quiser. Então tudo depende da gente. E quando a gente passa a entender isso, a vida fica muito mais leve.

O M1 é aquele treinamento que faz você enxergar o mundo como todo mundo deveria enxergar, para o mundo ser um pouco melhor, ser muito melhor. Faz você enxergar cada um de forma individual, faz você enxergar olho no olho, faz você enxergar a pessoa pelo coração, pelo sentimento. Faz enxergar com amor de mãe. Não quer saber se você é rico, se você é pobre, onde você trabalha. Faz você amar as pessoas, faz você se amar mais, faz você ser mais leve, faz você querer ser feliz, ter vontade de ser feliz e entender que você merece ser feliz. A gente merece ser feliz, a gente veio ao mundo para ser feliz.

Júlio, naquela primeira noite do M1, quando tudo vira de cabeça para baixo, eu fiquei tão decepcionada. Eu falei: meu Deus, cadê aquele Júlio? E eu achei que ia transformar minha vida nesse treinamento. E realmente valeu a pena eu ficar cada minuto, cada segundo daquele final de semana, com toda a equipe da Humanity, com você, Júlio. Porque realmente é a forma como você transforma a vida das pessoas com esse treinamento, a forma como você se dedica. E a gente vê que você faz isso com muito amor, porque você nasceu para isso. A gente vê que você veio ao mundo para fazer isso, para transformar a vida das pessoas.

E com certeza, se a gente não tem o dom de fazer determinada coisa, ela não sai como ela deve ser feita. Então, se você está aqui e já transformou tantas vidas, com certeza vai transformar muitas outras. Espero que continue transformando.

E eu só tenho a agradecer por ter tido essa oportunidade de estar aqui, de trazer meu marido e de trazer tantas pessoas. E eu espero trazer muitas outras pessoas. Muito obrigada. Que você continue muitos e muitos anos, você, a Mirian e toda a família Humanity, transformando muitas vidas.

Sobre o que Ariane viveu

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