Depoimento · Relacionamentos

Tu não é essa casca grossa que tu acha que tu era

Guilherme

Comerciante, dono de restaurante japonês · Santos, SP

Guilherme: Tu não é essa casca grossa que tu acha que tu era
Antes

Vivia na defensiva e se achava grosseiro, mas dizia que era só uma fase que ia passar

Depois

Descobriu que a casca grossa que achava ser não era ele

Quem é Guilherme

Guilherme tem 33 anos, é de Santos e tem um restaurante japonês na cidade. É pai de uma menina de 3 anos, que ele chama de amor da vida dele.

A história de como ele chegou é a mais engraçada da série. Um amigo próximo tinha indicado o treinamento fazia tempo, mas a vida foi passando e os dois esqueceram. Até que o amigo foi comer no restaurante dele. Conversaram sobre carro, sobre negócios, sobre tudo menos aquilo. E, já indo embora, o amigo soltou:

Faltou fazer aquele curso lá. Essa semana, sexta-feira eu vou.

Era quinta.

Eu falei: tá louco, tu vai fazer o curso e não me chamou, velho?

Ele entrou no dia seguinte.

O que estava acontecendo

Guilherme não usa meia palavra para se descrever:

Eu sou muito ruim, sabe? Sempre na defensiva, sempre na escama e sempre grosseirão.

O motivo do amigo ter insistido tinha endereço:

Eu tive uns problemas pessoais e com a esposa e tal, treta de marido e mulher.

Mas o pedaço mais valioso do depoimento dele não é sobre ele. É uma observação sobre todo mundo, e é a razão pela qual esse tipo de conversa costuma morrer no meio:

Eu acho que a grande maioria é que nem eu: a gente acha que nunca precisa de nada, que está tranquilo, que é uma fase, que vai passar, e vamos que vamos, vai tocando.

"É uma fase, vai passar." É a frase que adia tudo, e ela funciona porque não é mentira. A fase passa mesmo. Só que a próxima chega igual.

A virada

O que ele descreve não é um insight súbito. É uma erosão:

Ela vai entrando devagarinho, eles vão mexendo ali nos lugares. E tu vai se entendendo.

E o que ele encontra do outro lado é a frase que dá título a esta página:

Tu vai tendo uma dimensão de que tu não é essa casca grossa que tu acha que tu era, que tu não é esse espinho de ficar toda hora naquela defensiva, achando que vai acontecer alguma coisa, que eu vou bater.

Repare no que está sendo dito. Guilherme não descobriu que precisava ficar menos defensivo. Ele descobriu que o sujeito defensivo não era ele. Era uma armadura que ele confundia com personalidade.

O que ele leva como ferramenta é banal de tão simples, e ele reconhece isso:

Tu tem que ter aquele momento do um, dois, três e quatro, que é o que eles cantam desde o início: que tu respira, pensa.

Onde ele está hoje

O que Guilherme projeta não é sobre como ele se sente. É sobre o que os outros vão notar:

O cara vai mudar da água para o vinho. E tu chega em casa e a esposa olha e fala: onde é que fizeram isso? Ele voltou outra pessoa.

E o plano dele para o que vem depois é o que dá nome ao vídeo:

Eu quero ser espelho para outras pessoas, para trazer aqui e acompanhar e mostrar a importância.

Vindo de alguém que acabou de dizer que vivia na escama e no grosseirão, querer virar espelho é uma inversão e tanto.

Transcrição do vídeoNa íntegra, nas palavras de Guilherme. 736 palavras.

Eu quero ser espelho para outras pessoas, para trazer aqui e acompanhar e mostrar a importância. É importante, tem valor, é mágico.

Meu nome é Guilherme, tenho 33 anos, sou de Santos. Sou comerciante aqui, tenho um restaurante japonês aqui em Santos. E tenho uma filhinha de 3 anos, que nasceu agora há pouco, é o amor da minha vida.

E o que acontece: eu tenho um amigo grande, e a gente conversa constantemente. A gente tem aquela pegada de evolução, de empreender, de sempre estar em alta, de querer saber de coisas novas e tal. E aí ele chegou um dia e falou assim: mano, tem um curso aí que vai mudar a nossa vida. Vai mudar a tua vida, vai mudar a minha vida, tu vai ser outro cara.

Porque eu tive uns problemas pessoais e com a esposa e tal, treta de marido e mulher. E eu sou muito ruim, sabe? Sempre na defensiva, sempre na escama e sempre grosseirão. E ele falou: moleque, tem que mudar esse jeito. Esse curso vai te mudar. Eu falei: mano, beleza. Vamos, me fala quando.

E eu fiquei com aquela parada na cabeça. Mas aí foi passando, e a gente vai tocando a vida, e as paradas vão se esquecendo, né? Porque tem a correria da vida, tem as coisas que vão acontecer, e isso vai dando prioridade a outras coisas, e vai passando.

E aí ele foi comer lá no restaurante uma semana. Ele foi lá, a gente conversou de alguns assuntos paralelos, que não tinham nada a ver com o restaurante. Ele sentou para comer, falou de carro, falou de alguns negócios. E aí, ele saindo e indo embora, ele falou: faltou fazer aquele curso lá, essa semana, sexta-feira eu vou.

Aí, tipo assim, estava na quinta. Eu falei: tá louco, tu vai fazer o curso e não me chamou, velho? Aí ele ficou olhando assim. Ele tinha acabado de esquecer. E eu falei: cara, eu não acredito que tu não me chamou, irmão.

E eu acho que a grande maioria é que nem eu: a gente acha que nunca precisa de nada, que está tranquilo, que é uma fase, que vai passar, e vamos que vamos, vai tocando.

E quando tu entra ali, tu passa por umas dinâmicas em que tu vai entendendo a parada. Ela vai entrando devagarinho, eles vão mexendo ali nos lugares. E tu vai se entendendo, entendeu? Tu vai tendo uma dimensão de que tu não é essa casca grossa que tu acha que tu era, que tu não é esse espinho de ficar toda hora naquela defensiva, achando que vai acontecer alguma coisa, que eu vou bater, que eu vou...

E eles vão te mostrando que a vida não é assim. Tu tem que ter aquele momento do um, dois, três e quatro, que eu acho que é o que eles cantam desde o início: que tu respira, pensa. E aí é transformadora, a parada é surreal. É surreal.

Se eu pudesse indicar, eu acho que todo mundo que eu amo de verdade eu tenho que trazer para fazer esse curso. Todo mundo por quem eu tenho um carinho enorme, que precisa abrir a vista, que precisa se entender. Todo mundo que eu amo, eu indicaria esse curso, de verdade.

O cara vai mudar da água para o vinho, vai ser uma mudança radical mesmo. E tu chega em casa e a esposa olha e fala: onde é que fizeram isso? Ele voltou outra pessoa. Vai ser isso. E as pessoas vão olhar, vão ver com outros olhos, com certeza.

Eu quero ser espelho para outras pessoas, para trazer aqui e acompanhar e mostrar a importância. É importante, é mágico. E elas vão ver essa magia na parada, entendeu? Elas vão entender depois, o que não entendiam no início. Depois elas vão entender do que a gente está falando, por que eles entram rindo, feliz, alegre. Todo mundo contagiado. A parada contagia.

E acho que é isso que eu tenho para falar. Cara, primeiro de tudo, eu quero te agradecer pela oportunidade de comprar o teu curso, de ter acompanhado a tua mentoria, e agradecer a Deus pela tua vida. Porque tu transforma vidas, cara. Com toda a certeza transformou a minha, e está transformando a de milhares de pessoas. E eu só tenho que pedir a Deus para ti saúde e viver em abundância, irmão. Deus abençoe.

Sobre o que Guilherme viveu

Artigos que aprofundam o tema deste depoimento.

Gostou do artigo?

Compartilhe com quem precisa ler isso.

Jornada PUVE

A história dele começou com uma decisão.

A Jornada PUVE é uma sequência de treinamentos presenciais para você se tornar a versão de si mesmo que o seu propósito exige. Vagas limitadas, turmas exclusivas e acompanhamento individual. Desde 1998 formando líderes.

Quero fazer a Jornada →
Newsletter

Receba 1 ideia provocadora por semana.

Conteúdo direto, sem enrolação. Para líderes que querem evoluir como pessoas. Cancele quando quiser.

Outras histórias parecidas