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Depoimento · Empresários

A gente perde tanta energia olhando o macro. São as pequenas ações que aproximam.

Adriana Freitas

Empresária

Adriana Freitas: A gente perde tanta energia olhando o macro. São as pequenas ações que aproximam.
Antes

Gastava energia no macro e negligenciava as ações pequenas; tinha insegurança em expor os próprios desejos e dificuldade até de identificá-los

Depois

Passou a enxergar as pequenas ações como o caminho mais curto e nomeou a insegurança que a impedia de dizer o que quer

Quem é Adriana Freitas

Adriana Freitas tem 53 anos e é empresária. Gravou durante o Momenttum M1, em menos de um minuto, e avisa como chegou: racional, receosa e por indicação.

Esse é o perfil que mais desconfia de treinamento comportamental. Por isso vale ouvir com atenção o que ela escolheu dizer.

O macro e o pequeno

A gente perde tanta energia olhando o macro, e às vezes com pequenas coisas você consegue chegar mais próximo.

Quem dirige empresa é treinado para o macro: estratégia, cenário, meta do ano. O problema é que o macro não tem botão. Ninguém executa uma estratégia; executa-se a ação pequena de terça-feira que a estratégia exige.

Adriana descreve o custo exato dessa inversão: energia. Não é que olhar o macro seja errado. É que ele consome o combustível que as ações pequenas precisariam, e elas ficam sem.

E a palavra que ela usa para o que acontece com essas ações é a mesma que outro empresário da turma escolheu, sem combinar: negligenciar. Marcelo Martinelli disse a mesma coisa sobre o próprio negócio. Régis Duran chamou de pedregulhos: ninguém tropeça em montanha.

A segunda frase, que é mais pessoal

Eu tinha muita insegurança em colocar para fora os meus desejos, os meus anseios, e até dificuldade de identificá-los.

Repare na ordem em que ela fala e na correção que faz no meio da frase. Primeiro a insegurança de expor. Depois, "até dificuldade de identificá-los". O segundo problema é anterior ao primeiro: não dá para dizer o que se quer sem antes saber o que se quer.

Isso é frequente em quem passou décadas decidindo pelos outros. Uma empresária de 53 anos tem prática enorme em identificar o que o cliente quer, o que o time precisa, o que o mercado pede. O próprio desejo é a única demanda que ninguém cobra dela, e o que ninguém cobra vai perdendo definição.

Por que "racional" importa aqui

Vim receosa porque, como falo, eu sou muito racional, mas vale a pena se entregar.

Ela não abandona a racionalidade no depoimento. As duas observações que faz são analíticas: uma sobre alocação de energia, outra sobre um problema anterior a outro problema. Não é o relato de quem se emocionou e saiu convencida. É o relato de quem raciocinou e chegou a duas conclusões.

Isso torna o depoimento mais útil para quem se parece com ela do que qualquer relato de transformação.

O que fica

Ela não promete nada. Não diz que mudou, não descreve resultado. Diz duas coisas que enxergou e uma que sentiu: "que bom que eu vim."

Para alguém que se define como racional e chegou receosa, essa última frase é um dado. O resto, se vier, vai aparecer nas terças-feiras dela, nas ações pequenas.

Transcrição do vídeoNa íntegra, nas palavras de Adriana. 114 palavras.

Adriana Freitas, 53 anos, empresária.

Pequenas ações que a gente às vezes negligencia, que acha que não vão fazer diferença no teu resultado, na tua evolução, na tua busca. E a gente vê que às vezes a gente perde tanta energia olhando o macro, e às vezes com pequenas coisas você consegue chegar mais próximo.

Eu sinto que eu tinha muita insegurança em colocar para fora os meus desejos, os meus anseios, e até dificuldade de identificá-los.

Vale muito a pena. Eu recebi muita indicação. Vim receosa porque, como falo, eu sou muito racional, mas vale a pena se entregar, vale a pena você se permitir viver tudo isso. Que bom que eu vim.

Sobre o que Adriana viveu

Artigos que aprofundam o tema deste depoimento.

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