Compartilhar
Depoimento · Relacionamentos

Mesmo sendo bem-sucedido, eu descobri que era fracassado.

Régis Duran

Especialista em branding e posicionamento de marcas · Harpia Brand

Régis Duran: Mesmo sendo bem-sucedido, eu descobri que era fracassado.
Antes

Media o próprio sucesso por um eixo só e havia parado de dar atenção à mulher e às pessoas próximas

Depois

Identificou que seus momentos de felicidade verdadeira estavam na relação que estava negligenciando e passou a tratá-la como prioridade

Quem é Régis Duran

Régis Duran é especialista em brand e posicionamento de marcas, à frente da Harpia Brand. Gravou durante o Momenttum M1.

A primeira frase dele é a mais dura de todos os depoimentos dessa turma, e é dita sem nenhum rodeio.

A frase

Mesmo sendo bem-sucedido, eu descobri que eu era fracassado, porque eu não dava atenção necessária para as pessoas que eu amo.

Repare na construção: não é "eu achava que era bem-sucedido e não era". Ele mantém as duas afirmações de pé ao mesmo tempo. Bem-sucedido e fracassado, simultaneamente, sem contradição.

Isso só funciona porque são eixos diferentes. E é exatamente aí que mora o problema que ele está descrevendo: sucesso costuma ser medido num eixo só.

O eixo que tem número é o que recebe atenção. Faturamento, cargo, portfólio, reconhecimento de mercado. O outro eixo não emite relatório. Ninguém avisa que caiu. A queda só é percebida quando alguém para e olha, ou quando é tarde.

A dinâmica que produziu o choque

Ele descreve o exercício com precisão:

Identificar quais eram os pontos em que eu havia sentido felicidade verdadeira.

É uma pergunta sobre o passado, e não sobre metas. Não pede para projetar o que traria felicidade. Pede para inventariar o que já trouxe.

Essa diferença é o que torna o resultado difícil de contestar. Uma meta futura é uma opinião. Um episódio vivido é um dado.

E o dado que apareceu foi este:

O momento em que eu tive mais felicidade foi o momento em que eu conheci a minha mulher. E hoje, na vida atual, antes do M1, eu era o cara que não tinha tempo para ela.

Ele encontrou o ponto mais alto da própria vida exatamente onde tinha parado de investir.

Não é que tenha descoberto uma prioridade nova. É que descobriu que a prioridade antiga continuava sendo a certa, e que ele havia parado de tratá-la como tal sem nunca ter tomado essa decisão conscientemente.

Os pedregulhos

Tem uma imagem no começo que carrega bem o resto:

Tropeçando, como o Júlio diz, em pequenos detalhes, pequenos pedregulhos.

Ninguém tropeça em montanha. Montanha se vê de longe, se contorna, se planeja. O que derruba é o que é pequeno o suficiente para não entrar no campo de atenção de quem está com pressa.

E a distinção que ele faz no fim é a mesma coisa dita de outro jeito:

Mesmo me importando, fazendo as coisas por ela, não adiantaria de nada se eu a perdesse.

Importar-se e estar presente são coisas diferentes, e a primeira tem um jeito traiçoeiro de servir como comprovante da segunda.

Outro participante da mesma turma chega perto disso por um caminho diferente, e um terceiro conta o efeito disso dentro de um casamento.

O que ele diz que ainda não pode saber

Régis usa uma palavra que pede cuidado:

A transformação veio instantaneamente na minha vida.

Percepção muda instantaneamente. Comportamento não. O que aconteceu com ele em poucos dias foi enxergar. Enxergar é rápido, e é real. Mas o que ele está descrevendo como resolvido, ter tempo para a mulher, se resolve numa agenda, semana após semana, contra as mesmas pressões que o levaram até ali.

Ele gravou no fim do treinamento, com a emoção ainda no corpo, e ele mesmo descreve isso: "o corpo sente, as emoções afloram". Isso é bom sinal para o estado dele naquele momento, e não é prova de nada sobre o mês seguinte.

O teste do depoimento dele não está no vídeo. Está no calendário dele em dezembro.

Por que a profissão dele torna isso mais interessante

Régis trabalha com posicionamento de marcas. O ofício dele é descobrir qual é a promessa verdadeira de alguém e alinhar tudo a ela.

O que ele descreve é ter feito esse diagnóstico em si mesmo e encontrado desalinhamento: o que ele dizia valorizar e onde ele efetivamente colocava tempo apontavam para lugares diferentes.

Isso não é ironia. É a observação mais comum que existe sobre especialistas de qualquer área, e a razão pela qual quase ninguém consegue aplicar sozinho, em si mesmo, o método que aplica bem nos outros: falta o ângulo externo, que é justamente a única coisa que não dá para fabricar por dentro.

Transcrição do vídeoNa íntegra, nas palavras de Régis. 444 palavras.

Eu sou Régis Duran, especialista em brand e em posicionamento de marcas.

Mesmo sendo bem-sucedido, eu descobri que eu era fracassado, porque eu não dava atenção necessária para as pessoas que eu amo. Não estava dando atenção necessária aos detalhes, tropeçando, como o Júlio diz, em pequenos detalhes, pequenos pedregulhos.

Eu saio daqui literalmente leve, transformado. Tenho certeza que a partir desse momento, que é o momento M1, grandes coisas vão ser realizadas.

Consegui fazer um mergulho profundo na minha essência, na minha história, consegui identificar pontos da minha infância, pontos que formaram os comportamentos que hoje eu tenho. E quando a gente consegue entender, quando a gente consegue identificar com precisão cada desordem, cada desarranjo, fica mais fácil, fica mais lógico. Aí automaticamente o corpo sente, as experiências vão conduzindo e não tem como: a transformação explode, as emoções afloram. Eu, que sempre fui muito reservado, muito fechado, hoje consigo sentir a leveza de me expressar melhor. E eu, que faço isso com as pessoas, hoje acabei sendo um avatar transformado.

A dinâmica mais importante foi poder parar no meio da turbulência que é a nossa vida, no meio que é a minha vida, e identificar quais eram os pontos em que eu havia sentido felicidade verdadeira. Isso mexeu muito comigo, porque na correria do dia a dia, nesse tumulto, a gente não para para olhar o que de fato faz sentido, quais foram os momentos que mais te marcaram com verdadeira felicidade.

E aí eu tive um choque muito grande, porque o momento em que eu tive mais felicidade foi o momento em que eu conheci a minha mulher. E hoje, na vida atual, antes do M1, eu era o cara que não tinha tempo para ela. Então o choque de realidade e a transformação foi gigante. Hoje eu entendo que, mesmo me importando, fazendo as coisas por ela, não adiantaria de nada se eu a perdesse.

Ou seja, a transformação veio instantaneamente na minha vida. Eu tenho certeza que essa chave virou. A verdade, uma das coisas que eu mais admiro é a verdade, e eu encontro muito isso no Júlio, na Miriam, em vocês, no time. Eu penso que, em um mundo inflado de promessas vazias, quando a gente se depara com a verdade, já é algo espantoso.

Então vou falar para eles o seguinte: você deve e merece estar no M1. Vale a pena confiar no Júlio, vale a pena andar lado a lado. Ele é meu mentor, eu sou mentor dele, e isso eu carrego como um verdadeiro diamante, porque é uma pedra preciosa. Não só o Júlio, como a Miriam, todos vocês fazem parte desse time incrível.

Sobre o que Régis viveu

Artigos que aprofundam o tema deste depoimento.

Jornada PUVE

A história dele começou com uma decisão.

A Jornada PUVE é uma sequência de treinamentos presenciais para você se tornar a versão de si mesmo que o seu propósito exige. Vagas limitadas, turmas exclusivas e acompanhamento individual. Desde 1998 formando líderes.

Quero fazer a Jornada →
Newsletter

Receba 1 ideia provocadora por semana.

Conteúdo direto, sem enrolação. Para líderes que querem evoluir como pessoas. Cancele quando quiser.

Outras histórias parecidas