Vídeo“Eu ganhei autonomia de saber me ajudar”
Juliana Goes
Fauze
Adiava tudo para o próprio eu do futuro e se frustrava por não fazer acontecer
Saiu dizendo que não tem mais desculpa, e com cinco nomes anotados no papel para trazer
Fauze se apresenta de um jeito que nenhum outro depoimento desta série tentou:
Sou uma mistura de um descendente de árabe com uma nordestina que se conheceram no Guarujá, aqui do lado de Santos.
Chegou pela Fernanda, amiga de mais de dez anos, que já tinha levado praticamente a família inteira dela. Antes disso, conhecia o Júlio só de Instagram e de umas lives. Nunca tinha passado por nada parecido.
Fauze batizou o próprio problema, e o nome é bom demais para parafrasear:
Eu deixava as coisas para o Fauze do futuro. "Deixa que o Fauze do futuro resolve."
O que vem depois dessa frase é a parte que dói:
A gente vai empurrando com a barriga, e a gente fica chateado por não fazer as coisas para conquistar aquilo que a gente quer. Mas, por algum motivo, a gente vai deixando a vida passar.
E aqui está a distinção que separa esse caso de simples preguiça, e que torna o depoimento dele útil:
Não é falta de empenho, porque algumas coisas eu já fiz na minha vida que me provam que eu sou capaz. Só que, por algum motivo, eu deixei isso de lado e parei de acreditar um pouco em mim.
Ele já tinha as provas. Tinha só parado de olhar para elas.
Por isso o que ele veio buscar não era virar outra pessoa:
Eu vim aqui buscando aquele Fauze que já estava aí um tempo atrás, escondido. O cara que vai atrás, que faz as coisas.
Ele resume em três palavras: responsabilidade, amor e uma terceira que ele estica numa frase.
Só depende de mim. Sempre dependeu. E isso dá uma paz incrível, incrível, porque está tudo nas minhas mãos.
Vale reparar no tom. "Só depende de mim" costuma ser dito como peso. Fauze diz como alívio. É a mesma frase virada do avesso, e essa virada é o que ele leva.
Com amor e responsabilidade, parece que tudo se conecta.
Como o do Diego Rangel, este depoimento foi gravado ainda dentro do evento. O que Fauze leva não é resultado, é um combinado consigo mesmo, e ele formula em voz alta:
Se você vê que está escorregando: opa, eu fiz o M1, então não tem mais desculpa.
Repare no que ele fez com esse combinado. Ele o transformou numa lista, no papel. Cinco pessoas da família que quer levar, com nome e ordem:
A mulher do meu tio, essa última que eu falei, eu quero trazer ela no próximo M1. Eu vou conseguir.
Para um cara cujo problema declarado era empurrar tudo com a barriga, sair de um treinamento com uma lista escrita e um prazo é mais coerente do que qualquer promessa.
E uma coisa mudou de valor pelo caminho:
Uma coisa que eu dava muito valor antes de entrar aqui era dinheiro. E eu vejo que, depois, eu senti que você faz pelo propósito.
Depois que a gente faz o M1, a gente quer que todas as pessoas do planeta falem a nossa língua. Ou, sei lá, a gente traduz para a língua do ET. Eu acho que essa é a realidade.
Olá, meu nome é Fauze. Sou uma mistura de um descendente de árabe com uma nordestina que se conheceram no Guarujá, aqui do lado de Santos.
Tenho uma amiga de mais de dez anos, a Fernanda. Ela já trouxe praticamente a família inteira dela, e aí ela me trouxe. Foi super legal. Primeira vez, nunca tinha passado por nada parecido. No máximo eu via o Júlio no Instagram e via umas lives.
Olhando para a minha vida atual, eu me sentia culpado de não tomar as rédeas da minha vida. Eu deixava muitas coisas acontecendo, deixando as coisas para o Fauze do futuro. "Deixa que o Fauze do futuro resolve." E aí a gente vai empurrando com a barriga, e a gente fica chateado por não fazer as coisas para conquistar aquilo que a gente quer. Mas, por algum motivo, a gente vai deixando a vida passar.
Não é falta de empenho, porque algumas coisas eu já fiz na minha vida que me provam que eu sou capaz. Só que, por algum motivo, eu deixei isso de lado e parei de acreditar um pouco em mim, sabe? Então eu vim aqui buscando aquele Fauze que já estava aí um tempo atrás, escondido, que é o cara que vai atrás, que faz as coisas, e que pode fazer o que quiser da vida que vai dar certo.
Os três aprendizados principais que eu tive aqui no M1 foram: responsabilidade; amor, porque eu sinto que eu sou muito amado, principalmente pelos meus pais; e que só depende de mim. Sempre dependeu. E isso dá uma paz incrível, incrível, porque só depende de mim, está tudo nas minhas mãos. E com amor e responsabilidade, parece que tudo se conecta.
Eu acho que vai ser tudo diferente. Tem as mesmas responsabilidades lá fora, só que por uma perspectiva diferente, com tudo que a gente aprende aqui dentro, que a gente sente, que a gente entende agora: por que disso, por que daquilo. Você sabe parar de se sabotar, digamos assim. Então você vai ver tudo por uma perspectiva diferente e fazer acontecer. Se você vê que está escorregando: opa, eu fiz o M1, então não tem mais desculpa. Não tem mais por que deixar.
Depois que a gente faz o M1, a gente quer que todas as pessoas do planeta falem a nossa língua. Mas, para não ficar muito vago, eu vou falar as quatro, cinco pessoas que eu anotei no papel. Meu pai, pelo fato da depressão. Então acho que ele pode ajudar muito na depressão e parar de depender de remédio. A minha mãe, porque acredito que ela também precisa. E eu tenho uma tia, que é a irmã do meu pai, e os meus dois tios do coração, que um é o irmão do meu pai e a mulher dele. A mulher do meu tio, essa última que eu falei, eu quero trazer ela no próximo M1. Eu vou conseguir, porque ela vai ver que é sensacional.
O M1 é um mosquitinho, cara. É um mosquitinho que, quando pega você, é isso aqui: é distribuído para todo mundo. E é do bem, é do bem.
Júlio, eu quero que você tenha certeza, certeza, na hora que você sentir pelas palavras, se você puder sentir a energia, que você está cumprindo a sua missão. Uma coisa que eu dava muito valor antes de entrar aqui era dinheiro. E eu vejo que, depois, eu senti que você faz pelo propósito, pela missão de mudar a vida das pessoas. Essa perspectiva mudou, não só pelo treinamento que você dá para a gente, mas pela mensagem que você passa.
Então, muito obrigado por você existir, por você ter essa missão. E eu sou mais uma pessoa que você mudou a vida. Continua aí, que eu vou estar aqui do seu lado para sempre. Mais um filho querendo te dar muitos outros irmãos.
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