Vídeo“Eu posso o que eu quero”
Ana Paula
Dentista
Juliana Goes
Vivia o que a vida oferecia e não sabia nem que portas queria abrir
Diz ter ganhado autonomia para se ajudar sozinha nos momentos de crise
Juliana Goes é a aluna de trajetória mais longa desta série. Ela não fala de um fim de semana nem de um curso: fala de seis anos de formações, conteúdo e prática.
E ela é clara sobre a natureza disso:
Para alguns é mais rápido, para outros é mais lento, mas acho que cada um tem o seu tempo.
O ponto de partida de Juliana é o mais difícil de perceber de todos os que estão aqui, porque não parece um problema por fora.
Eu não estava fazendo muitos planos, não estava colocando muitas coisas em prática. Eu estava vivendo o que a vida estava me oferecendo.
E aí vem a frase que dá o diagnóstico exato:
Eu não estava abrindo as portas. Nem sabia que portas eu queria abrir, para falar a verdade.
Não é sofrimento, não é crise, não é fracasso. É uma vida funcionando no modo receptivo, aceitando o que aparece. Nada nela pede socorro, e por isso pode durar décadas.
O que ela identificou depois foi o mecanismo por trás disso:
Características tão boas que eu tinha, mas que muitas vezes, eu me sabotando, ficavam atrás de inseguranças, de crenças e de tantas coisas que meio que me aprisionavam.
Juliana separa os dois momentos com precisão, e a distinção é útil para quem está decidindo até onde ir.
O Practitioner abriu portas. Foi onde ela entendeu o que nela mesma estava bloqueando.
O Master Practitioner foi o divisor de águas.
Ali sim eu vi o que estava mais profundo ainda, e fui reunindo o conhecimento para utilizar comigo mesma, que era o que eu precisava.
Repare no fim da frase: para utilizar comigo mesma. É onde este depoimento vira outra coisa.
O resultado que Juliana descreve não é um estado. É uma capacidade:
Eu ganhei autonomia de saber me ajudar. Nos momentos em que me senti estagnada, com dúvidas, em que vinha algum tipo de crise emocional, mental, eu sabia o que fazer.
Isso merece ser lido com atenção, porque contraria o que se espera de um depoimento sobre um treinamento. Ela não está dizendo que ficou bem. Está dizendo que parou de depender de alguém para ficar bem.
E a imagem que ela usa para o processo é a melhor da série:
A gente vai dissolvendo ali camadas de falsa proteção que impediam a gente de viver uma vida extraordinária.
Falsa proteção. Não são defeitos nem fraquezas. São coisas que a pessoa construiu para se proteger e que passaram a prendê-la.
O agradecimento dela fecha no mesmo lugar, e é o melhor elogio que um formador pode receber:
Estiveram ali ao meu lado, sempre por perto, sem me direcionar, mas de uma forma que me apoiassem para que eu mesma tivesse certeza e segurança de que eu podia caminhar com as próprias pernas.
Não tem como eu não pensar em evolução e pensar em toda a minha trajetória: cursos que eu fiz, as formações, o conteúdo que ao longo de uns seis anos eu fui absorvendo, integrando e colocando em prática.
Ter feito a formação como Practitioner já me abriu muitas portas, porque eu consegui entender o que era em mim mesma que estava me bloqueando de encontrar o meu melhor potencial, de colocar para fora, para o mundo, características tão boas que eu tinha, mas que muitas vezes, eu me sabotando, ficavam atrás de inseguranças, de crenças e de tantas coisas que meio que me aprisionavam.
Mais tarde, no Master Practitioner, foi um divisor de águas para mim. Porque ali sim eu vi o que estava mais profundo ainda, e fui reunindo o conhecimento para utilizar comigo mesma, que era o que eu precisava.
Então eu sinto que eu ganhei autonomia de saber me ajudar. Nos momentos em que me senti estagnada, com dúvidas, em que vinha algum tipo de crise emocional, mental, eu sabia o que fazer. Essa sensação de autonomia é maravilhosa para a vida, para a confiança, para a autoestima.
Eu não estava fazendo muitos planos, não estava colocando muitas coisas em prática. Eu estava vivendo o que a vida estava me oferecendo, mas eu não estava abrindo as portas. Nem sabia que portas eu queria abrir, para falar a verdade.
Então essa trajetória foi ao longo de alguns anos. Para alguns é mais rápido, para outros é mais lento, mas acho que cada um tem o seu tempo. E até hoje eu sinto as transformações acontecendo, porque, conforme a gente vai colocando em prática, a gente vai dissolvendo ali camadas de falsa proteção que impediam a gente de viver uma vida extraordinária.
Então, gratidão a todas as pessoas que fizeram parte desse meu caminho, que estiveram ali ao meu lado, sempre por perto, sem me direcionar, mas de uma forma que eles me apoiassem para que eu mesma tivesse certeza e segurança de que eu podia caminhar com as próprias pernas. Então, muita gratidão.
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