Vídeo“Não preciso buscar nada fora. Está tudo dentro de mim.”
Bruna
Médica cardiologista · São José dos Campos
Juan
Advogado
Descobriu numa dinâmica que a própria tolerância à pressão era menor do que imaginava
Identificou condutas que repetia sem perceber e saiu com clareza sobre o que precisa treinar
Juan é advogado e gravou no fim do primeiro dia do Momenttum M1.
Esse é o depoimento mais incomum que já publiquei aqui, e o motivo é simples: ele usa o tempo de câmera para contar uma coisa ruim que descobriu sobre si mesmo.
Percebi que a minha resistência à pressão eu preciso treinar mais. Ali demonstrou isso: com pouca pressão eu cheguei no meu limite.
Leia de novo o "com pouca pressão". Ele não está dizendo que a dinâmica era muito dura. Está dizendo o contrário: a pressão era pequena e mesmo assim foi suficiente para encontrar o limite dele.
Quase todo depoimento conta a parte boa. Esse conta a parte que incomoda, e é justamente por isso que ele vale mais. Quem admite um limite num vídeo público provavelmente está levando a coisa a sério.
Aqui está o mecanismo, e ele explica por que autoconhecimento por reflexão tem teto.
Tolerância à pressão não é uma opinião que você tem sobre si. É um comportamento que só aparece sob pressão.
Por isso ele fala em luz de alerta, e não em aprendizado. Não foi informação nova. Foi um sinal que já estava lá e que nunca tinha acendido num lugar onde ele pudesse ver.
Eu coloquei isso em algumas situações da minha vida e percebi que ali eu fui suscetível a isso.
Esse é o passo que quase todo mundo pula.
O comum é sair de uma dinâmica com uma sensação e deixá-la morrer ali, como se fosse só sobre o exercício. Juan fez o contrário: pegou o padrão e foi procurar onde ele já tinha aparecido na vida real. Achou.
É isso que ele descreve como transportar o combate para o combate da vida lá fora. Sem essa transposição, a dinâmica vira só uma tarde interessante.
Inconscientemente você vai tendo essas condutas, e você passa a enxergar isso com mais clareza.
Essa frase merece atenção, porque descreve o problema central do autoconhecimento.
O que mais atrapalha não é o defeito que você conhece. É a conduta automática, aquela que você repete há anos sem nunca ter decidido por ela. Ela não aparece na sua autoavaliação porque, para você, ela não é uma escolha. É só como as coisas são.
E só dá para revisar aquilo que você consegue ver. Por isso a palavra que ele escolhe no fim não é mudança, é clareza.
Eu já fiz outros treinamentos, e são muito teóricos. Aqui você faz na prática, e aí consegue vislumbrar comparativamente com a vida lá fora.
Ele tem base de comparação, o que dá peso ao que diz. E o ponto dele é o mesmo que outro participante do mesmo dia descreveu por outro caminho, ao contar que o maior insight veio de uma dinâmica e não de uma aula.
Dois relatos independentes, do mesmo dia, apontando o mesmo lugar. Conteúdo produz concordância. Prática produz evidência sobre você.
Se você vai fazer alguma formação, o critério que esse depoimento entrega é duro e é bom:
Não conte o que você aprendeu. Conte o que você descobriu sobre si mesmo que preferia não saber. Se essa lista estiver vazia, provavelmente foi só conteúdo.
Juan, sou advogado.
O maior insight que a gente tem agora é que a gente precisa mudar as nossas crenças e mudar as nossas metas. Muita persistência e muita perseverança, porque com isso a gente consegue alcançar os nossos objetivos. Não é fácil. A gente não vai conseguir chegar onde deseja, seja no lugar que for, se não perseverar, se não tiver consistência e insistência nisso. E eu percebi que para isso precisa de treinamento.
A dinâmica do combate me acendeu algumas luzes de alerta. Uma delas é a da falta de tolerância. Eu percebi que ali eu cheguei no meu limite. Então isso me acendeu uma luz de alerta grande e me fez enxergar algumas condutas que eu vinha tendo. Inconscientemente você vai tendo essas condutas, e você passa a enxergar isso com mais clareza.
Você me perguntou o grande insight. Acho que é a clareza de enxergar o que a gente vem fazendo e que não vem conseguindo levar aos objetivos finais. Acho que clareza é a grande palavra.
Primeiro é a resistência à pressão. Eu percebi que a minha resistência à pressão eu preciso treinar mais. Ali demonstrou isso: com pouca pressão eu cheguei no meu limite. Então isso vem me prejudicando. Eu coloquei isso em algumas situações da minha vida e percebi que ali eu fui suscetível a isso. Então isso eu preciso repensar.
Um outro insight, ainda nesse campo, é que a gente consegue transportar o combate aqui para o combate da vida lá fora. E aí a gente começa a ver com clareza onde você está errando, por que você está errando ali, e que se você não fizer esses ajustes, não vai conseguir chegar nos seus objetivos.
E aqui o treinamento é muito prático. Eu já fiz outros treinamentos, e são muito teóricos, você fica muito tempo na teoria. Aqui não. Aqui você faz na prática, e aí você consegue vislumbrar comparativamente com a vida lá fora.
Artigos que aprofundam o tema deste depoimento.
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