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Depoimento · Autoconhecimento

Com pouca pressão, eu cheguei no meu limite

Juan

Advogado

Juan: Com pouca pressão, eu cheguei no meu limite
Antes

Descobriu numa dinâmica que a própria tolerância à pressão era menor do que imaginava

Depois

Identificou condutas que repetia sem perceber e saiu com clareza sobre o que precisa treinar

Quem é Juan

Juan é advogado e gravou no fim do primeiro dia do Momenttum M1.

Esse é o depoimento mais incomum que já publiquei aqui, e o motivo é simples: ele usa o tempo de câmera para contar uma coisa ruim que descobriu sobre si mesmo.

A frase que quase ninguém diria numa câmera

Percebi que a minha resistência à pressão eu preciso treinar mais. Ali demonstrou isso: com pouca pressão eu cheguei no meu limite.

Leia de novo o "com pouca pressão". Ele não está dizendo que a dinâmica era muito dura. Está dizendo o contrário: a pressão era pequena e mesmo assim foi suficiente para encontrar o limite dele.

Quase todo depoimento conta a parte boa. Esse conta a parte que incomoda, e é justamente por isso que ele vale mais. Quem admite um limite num vídeo público provavelmente está levando a coisa a sério.

Por que só apareceu numa dinâmica

Aqui está o mecanismo, e ele explica por que autoconhecimento por reflexão tem teto.

Tolerância à pressão não é uma opinião que você tem sobre si. É um comportamento que só aparece sob pressão.

  • Sentado, pensando com calma, todo mundo se acha razoavelmente tolerante. E está sendo sincero, porque naquele estado é verdade.
  • No meio de uma tarefa com atrito e tempo curto, o que aparece é outro comportamento, que a pessoa não escolheu e muitas vezes nem percebe.

Por isso ele fala em luz de alerta, e não em aprendizado. Não foi informação nova. Foi um sinal que já estava lá e que nunca tinha acendido num lugar onde ele pudesse ver.

A parte mais útil: ele levou para fora

Eu coloquei isso em algumas situações da minha vida e percebi que ali eu fui suscetível a isso.

Esse é o passo que quase todo mundo pula.

O comum é sair de uma dinâmica com uma sensação e deixá-la morrer ali, como se fosse só sobre o exercício. Juan fez o contrário: pegou o padrão e foi procurar onde ele já tinha aparecido na vida real. Achou.

É isso que ele descreve como transportar o combate para o combate da vida lá fora. Sem essa transposição, a dinâmica vira só uma tarde interessante.

E as condutas que ele não sabia que tinha

Inconscientemente você vai tendo essas condutas, e você passa a enxergar isso com mais clareza.

Essa frase merece atenção, porque descreve o problema central do autoconhecimento.

O que mais atrapalha não é o defeito que você conhece. É a conduta automática, aquela que você repete há anos sem nunca ter decidido por ela. Ela não aparece na sua autoavaliação porque, para você, ela não é uma escolha. É só como as coisas são.

E só dá para revisar aquilo que você consegue ver. Por isso a palavra que ele escolhe no fim não é mudança, é clareza.

O que ele diz sobre teoria e prática

Eu já fiz outros treinamentos, e são muito teóricos. Aqui você faz na prática, e aí consegue vislumbrar comparativamente com a vida lá fora.

Ele tem base de comparação, o que dá peso ao que diz. E o ponto dele é o mesmo que outro participante do mesmo dia descreveu por outro caminho, ao contar que o maior insight veio de uma dinâmica e não de uma aula.

Dois relatos independentes, do mesmo dia, apontando o mesmo lugar. Conteúdo produz concordância. Prática produz evidência sobre você.

O que fica

Se você vai fazer alguma formação, o critério que esse depoimento entrega é duro e é bom:

Não conte o que você aprendeu. Conte o que você descobriu sobre si mesmo que preferia não saber. Se essa lista estiver vazia, provavelmente foi só conteúdo.

Transcrição do vídeoNa íntegra, nas palavras de Juan. 324 palavras.

Juan, sou advogado.

O maior insight que a gente tem agora é que a gente precisa mudar as nossas crenças e mudar as nossas metas. Muita persistência e muita perseverança, porque com isso a gente consegue alcançar os nossos objetivos. Não é fácil. A gente não vai conseguir chegar onde deseja, seja no lugar que for, se não perseverar, se não tiver consistência e insistência nisso. E eu percebi que para isso precisa de treinamento.

A dinâmica do combate me acendeu algumas luzes de alerta. Uma delas é a da falta de tolerância. Eu percebi que ali eu cheguei no meu limite. Então isso me acendeu uma luz de alerta grande e me fez enxergar algumas condutas que eu vinha tendo. Inconscientemente você vai tendo essas condutas, e você passa a enxergar isso com mais clareza.

Você me perguntou o grande insight. Acho que é a clareza de enxergar o que a gente vem fazendo e que não vem conseguindo levar aos objetivos finais. Acho que clareza é a grande palavra.

Primeiro é a resistência à pressão. Eu percebi que a minha resistência à pressão eu preciso treinar mais. Ali demonstrou isso: com pouca pressão eu cheguei no meu limite. Então isso vem me prejudicando. Eu coloquei isso em algumas situações da minha vida e percebi que ali eu fui suscetível a isso. Então isso eu preciso repensar.

Um outro insight, ainda nesse campo, é que a gente consegue transportar o combate aqui para o combate da vida lá fora. E aí a gente começa a ver com clareza onde você está errando, por que você está errando ali, e que se você não fizer esses ajustes, não vai conseguir chegar nos seus objetivos.

E aqui o treinamento é muito prático. Eu já fiz outros treinamentos, e são muito teóricos, você fica muito tempo na teoria. Aqui não. Aqui você faz na prática, e aí você consegue vislumbrar comparativamente com a vida lá fora.

Sobre o que Juan viveu

Artigos que aprofundam o tema deste depoimento.

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A história dele começou com uma decisão.

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