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Depoimento · Liderança

Se você é o líder, seja realmente o líder.

Renato

Gerente

Renato: Se você é o líder, seja realmente o líder.
Antes

Sob pressão no trabalho, reagia junto com a gritaria em vez de sustentar o time

Depois

Passou a tratar o próprio foco como parte do trabalho de liderar, e não como um luxo pessoal

Quem é Renato

Renato tem 32 anos e é gerente. Gravou durante o Momenttum M1.

O depoimento dele tem um trecho que é raro num vídeo desse tipo: ele descreve o loop do próprio trabalho com data, hora e nome.

O loop, com nome e sobrenome

No meu cotidiano acontece de às vezes um sistema cair, ter algum problema com o cliente, e a pessoa ficar "Renato, Renato, Renato".

Repare que não é uma descrição genérica de estresse. É uma sequência: uma falha técnica acontece, um cliente cobra, e várias pessoas passam a chamar o nome dele ao mesmo tempo.

Quem já esteve nesse lugar sabe que a pior parte não é a falha. É a convergência. O problema chega junto com a demanda de resolver o problema e junto com a plateia assistindo você resolver.

Por que ele reconheceu isso numa dinâmica e não no escritório

A frase anterior à do loop é a que explica:

Na dinâmica do combate, fica aquela gritaria. Eu parei e pensei: meu, mas isso acontece comigo várias e várias vezes.

Ele já vivia isso. O que faltava não era a informação, era o ângulo.

Dentro do trabalho, o loop é urgente: enquanto ele acontece, a atenção está toda na resolução, e não sobra nenhuma para observar o formato da coisa. Numa dinâmica com gritaria e sem consequência real, a estrutura fica visível porque o custo de olhar para ela caiu a zero.

Esse é o uso honesto de uma sala de treinamento: não é criar uma experiência que a vida não dá, é reproduzir uma que a vida dá o tempo todo, com o volume baixo o suficiente para você conseguir enxergar.

A frase que parece óbvia e não é

Se você é o líder, seja realmente o líder.

Lida rápido, é tautologia. Lida com o resto do depoimento, é outra coisa.

O que vem em seguida são quatro verbos, e nenhum deles é sobre o time:

Foque, respire, tenha calma, tenha paciência.

Nenhuma dessas instruções diz o que fazer com as outras pessoas. Todas dizem o que fazer consigo mesmo, no meio do barulho, antes de qualquer decisão.

E o motivo que ele dá é o ponto inteiro:

Se eu não parar, não conseguir resolver aquela situação, vai ser muito pior, porque eu sou o cabeça da liderança, então vai acabar trazendo outros problemas.

A desregulação dele não fica nele. Ela vira fila, vira retrabalho, vira o time reagindo à reação dele em vez de reagir ao problema original.

É por isso que o foco do líder não é cuidado pessoal. É infraestrutura. É o mesmo mecanismo que outro participante nomeia como precisar estar no bom estado antes de conduzir.

O que fica pendente

Renato descreve bem o que entendeu. O que ele ainda não pode dizer é se aguenta.

A diferença entre reconhecer o loop numa dinâmica e interromper o loop numa terça-feira com o sistema fora do ar é grande, e ela só aparece na terça-feira. Ele gravou no fim do treinamento, e ninguém sabe nesse momento como o próprio comportamento se comporta sob a pressão de verdade.

Isso não diminui o que ele viu. Só marca onde a história ainda não tem final.

E fica o outro insight dele, que passa rápido e é de outro assunto:

Ser uma criança mais livre, não perder esse lado que a gente vai perdendo com a vivência.

Outro participante da mesma turma desenvolve exatamente isso, e chega a uma conclusão que combina bem com a de Renato: leveza e responsabilidade não são opostos.

Transcrição do vídeoNa íntegra, nas palavras de Renato. 294 palavras.

Meu nome é Renato, tenho 32 anos e eu sou gerente.

Foram muitos insights. Acho que um dos maiores é ser uma criança mais livre, não perder esse lado que a gente às vezes, com o passar do tempo, vai perdendo com a vivência, vai endurecendo e vai deixando de lado o que a gente gosta, as coisas que a gente gostava de fazer.

E um outro insight, levando para o meu lado do trabalho, é: se você é o líder, seja realmente o líder. Foque, respire, tenha calma, tenha paciência. Tudo é passageiro. Se você focar, se você tiver calma, tiver paciência, resiliência, você vai conseguir avançar.

Na dinâmica do combate, fica aquela gritaria de "ah, tá errado isso, aquilo". Eu parei e pensei: meu, mas isso acontece comigo várias e várias vezes. No meu cotidiano acontece de às vezes um sistema cair, ter algum problema com o cliente, e a pessoa ficar "Renato, Renato, Renato". Se eu não parar, não focar no momento presente, não conseguir resolver aquela situação, vai ser muito pior, porque eu sou o cabeça da liderança, então vai acabar trazendo outros problemas.

Vale muito a pena. Se alguém souber da mentoria e quiser fazer, o Júlio é uma pessoa incrível. Não é porque eu estou aqui hoje, mas é porque eu vi de verdade. Eu sou um cara, para ser bem sincero, um pouco crítico desse tipo de coisa que ficou um pouco clichê, coaching, esses tipos de treinamentos. Mas esse treinamento em si não tem nada de charlatanismo, nem nada que não seja verdade. Ele sempre conta uma coisa prática, pega alguns exemplos, pega alguém, e aí tem coisas que você consegue pegar mesmo de verdade. E o Júlio é um cara muito legal, então pode confiar.

Sobre o que Renato viveu

Artigos que aprofundam o tema deste depoimento.

Jornada PUVE

A história dele começou com uma decisão.

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